Medo da vida (parte 5)
Eu o amo neste momento, mas, no momento seguinte,
o amor pode desaparecer. No momento anterior ele
não estava presente; neste momento, ele está.
E não é por minha causa que ele está presente, ele
E não é por minha causa que ele está presente, ele
simplesmente aconteceu. Eu não pude forçá-lo a
estar presente. Ele apenas aconteceu e aquilo que
aconteceu pode não acontecer em outro momento,
você não pode fazer nada. No momento seguinte,
ele pode desaparecer; não há certeza quanto ao
momento seguinte.
Mas a mente quer certeza; assim, ela transforma amor
Mas a mente quer certeza; assim, ela transforma amor
em casamento. A coisa viva se torna morta. Então,
você pode possuí-la, então, você pode confiar nela.
No dia seguinte também haverá amor. Esse é o absurdo
de toda a coisa: você terá matado a coisa a fim de
possuí-la e, então, você nunca pode desfrutá-la,
porque ela não existe mais, ela está morta.
Para que você pudesse possuir a esposa, ela foi morta.
Para que você pudesse possuir a esposa, ela foi morta.
A amada se torna uma esposa e agora você espera que
a esposa se comporte como a amada. Isso é absurdo,
a esposa não pode se comportar como a amada.
A amada tinha vida, a esposa está morta.
A amada era um acontecimento, a esposa é uma instituição.
E como a esposa não está se comportando como a
E como a esposa não está se comportando como a
amada, então, você diz: "Você não me ama?
Você me amava antes". Mas essa não é a mesma pessoa.
Essa não é nem mesmo uma pessoa, é uma coisa.
Primeiro você a matou para possuí-la e, agora, você
quer a vivacidade dela. Então, a miséria toda é criada.
Nós temos medo da vida porque a vida é um fluxo.
Nós temos medo da vida porque a vida é um fluxo.
A mente quer certeza. Se você realmente quer estar vivo,
esteja pronto para ser inseguro. Não há nenhuma segurança
e não há modo de se criar segurança!
Há somente um modo: não viva, então, você estará seguro.
Há somente um modo: não viva, então, você estará seguro.
Assim, aqueles que estão mortos estão absolutamente seguros.
Uma pessoa viva é insegura. A insegurança é o próprio
núcleo central da vida, mas a mente quer segurança.
"Osho, em "O Livro dos Segredos"
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