quarta-feira, 14 de abril de 2010


Now the fall is here again...
=)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010




Don't fill my heart with lies
I will love you when you're blue
But tell me darlin' true
What am I to you?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


"Dami hi animas coe tera tole."


Eu sou a única
Do lado negro de seus sonhos
Eu sou a única
A única que ouve seus gritos
Eu sou a única, eu sou a única
Eu sou uma vampira chamando por seu amor
Eu sou o fogo que queima dentro de seu sangue
Eu sou a única, eu sou a única
Nenhuma barra ou corrente pode me afastar da sua cama
Nada na Terra pode me tirar de sua cabeça
Eu sou a única, eu sou a única
Eu sou o anjo de seu desejo
Queimando na noite
Eu sou a pira, eu sou o fogo
Vim para te acender
Eu sou a única
Esqueça o passado, viva apenas para esta noite
Quantos amores compartilharam tão puro prazer?
Eu sou a única, eu sou a única
Descanse agora, meu amor, deixe os problemas fugirem
Eu deverei retornar quando o dia escurecer
Eu sou a única, eu sou a única

domingo, 7 de fevereiro de 2010



Ardendo lentamente em seu humor
Escorregando e atiçando o seu olhar
Eu vou atravessar o seu choro
E dormir em seus cabelos
Me erguer de suas cinzas
E me ajoelhar em suas preces
Eu vou planar nos ventos de sua respiração
Me contorcer na sua calma
E promover a sua libertação
Me entrelaçar em seus desejos e em suas necessidades
E morar no coração de sua crença mais forte.
Doce vida sarcástica! No vôo solitário dos versos verte o obsceno sofrer...
(Lua dos Lobos)




Uivos, sussurros e gemidos...
Música, dança, fogueira e vinho.
Mulheres Lobas...
Lobas Mulheres.
Bacantes!

A Dama da Noite


"Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada, pateta ,ridícula, porra-louca , solitária, venenosa..."


Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta... Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante.
[...]

E acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor. Pára de rir...
[...]

Fissura, estou ficando tonta. Essa roda girando girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? As mocinhas que querem casar, os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro, os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro, mas segurando umas. Estar fora da roda é não segurar nenhuma, não querer nada. Feito eu: não seguro picas, não quero ninguém. Nem você. Quero não. Se eu quiser, posso ter...
[...]
Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar. Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro.

[...]

Está quase amanhecendo. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas. envenenam a si próprias com loucas fantasias... Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro.
Dá minha jaqueta que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.

(A Dama da Noite)